Histórias do Carnaval na Aldeia
Lucas
12-02-2008
A viagem foi tranquila, 370 kilômetros em uma estrada boa, se não fosse o ataque das abelhas e os 22Km da Reserva Indígena Canabrava feitos em torno de 1 hora.
Na cidade, que eu já havia conhecido de passagem, tive a oportunidade de conhecer mais, e é uma cidade interessante, muito além do que eu pensava.
Logo chegando, eu e a ” equipe ” nos dirigimos até a casa onde ficaríamos, e a primeira coisa que vimos ? um dos principais indícios que o desenvolvimento estaria chegando por lá também, um ciber-café, não tão generoso é o nome do estabelecimento.
O slogan também é sugestivo, eu ainda modificaria pra ” O mundo em seus dedos. “. Dá pra imaginar um diálogo:
- Onde o João foi ?
- Eu vi ele entrando no fio terra ainda agorinha.
Passando esse verdadeiro trauma, nos estabilizamos em uma confortável residência, eu dormindo em um pseudo-colchão, no chão, do lado de um portão de ferro que o sol batia nele em 60% das horas do dia, vez ou outra eu me espantava com queimaduras beirando as de segundo grau nos braços e pernas, a salvação para mim foi a verdadeira obra de arte gramatical escrita na parede do quarto.

Não dá pra negar, isso me confortava.
Pra quem, como eu, era fã de looney tunes, e sonhava encontrar o pernalonga, papaléguas, coiote coió por aí, encontrar um de seus heróis de desenhos favoritos no meio da bebedeira seria uma realização e tanto. Inesperadamente surge, por trás das árvores uma criatura que dizia vender veneno, pois o mesmo é a reencarnação do Diabo da Tazmânia.
Sem exagero, Ô povu fêi !!!!
Eu nunca fui muito fã de bonés, dizem que provocam queda de cabelo, e eu morro de medo de ficar careca, balneários são ambientes muito bons, da pra se refrescar nos dias mais quentes, tomar uma cerveja, colocar os papos em dias com os amigos. Agora você deve estar pensando que sou louco, o que bonés têm a ver com balneários ?
O “Jenial” tem a resposta.

Imagino que Jenial não seria um nome próprio, e depois de algumas discussões decidimos que naquele local funciona uma fábrica de bonés.
No retorno, mortos de cansados já de tantos dias de festa, só queríamos mesmo chegar em casa e descansar, mas na estrada deu uma sede, mas pensamos duas vezes antes de parar no Bar do Magaiver pra tomar um refrigerante.

Vai que ele inventa de fazer uma bomba com uma caneta bic e um pedaço de arame.
Esse carnaval foi inesquecível realmente, muito bom, e nao exagero em dizer que foi o melhor que já tive. Ano que vem estaremos todos em Barra do Corda-Ma novamente, e dessa vez bem preparados pra mandar as noticias da Aldeia diariamente.
Então é isso pessoal, Good Bye.

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February 12th, 2008 at 9:01 am
IUAHUIHAHUHUAH
o bar do magayver eu vi
agora o ghudy bhy
UIAHiuHAUhiuuah
a mlkk
abraccosss
February 12th, 2008 at 11:05 am
Hahahahah cidade pequena é tudo de bom!
ADOREI!
Beijoca
February 12th, 2008 at 12:48 pm
Crepúsculo, sou fanzaço do teu blog e cara foi massante ficar me recuperando das noitadas sem ter O Crepúsculo atualizado no carnaval…esse post foi muito massa. Lembro da vez que fui de Imperatriz pra Grajaú e foi em uma época que os índios não estavam muito amistosos e por pouco o carro do meu tio não foi parado por eles… Até hoje sou desconfiado com aquela região do Estado…
Mudando de assunto…
Seria possivel vc ilustrar o post “Imperatriz Somos Nós”? Por exeplo, a Farmácia do Ambrósio, Farra da Véia e outras coisas…O dicionário ficou show de bola
Vlw Crepúsculo, abraços de um conterrâneo…